Pereira é apresentado como novo treinador do NAC: “Posso dizer que estou na minha casa”

Silverio Amora 08/08/2017 0
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O técnico Márcio Pereira foi apresentado na manhã desta terça-feira como o treinador que vai comandar o Nacional de Muriaé no Módulo II em 2018. A apresentação, seguida de uma coletiva de imprensa, aconteceu na sala de imprensa do estádio Soares de Azevedo e contou com a participação do presidente José Geraldo Pimentel, do gerente de futebol Batistão e do coordenador de futsal Valdinei Lacerda.

Na verdade, esse será o reencontro de Pereira com o NAC após quase três anos, já que foi ele o técnico na campanha do acesso da 2ª Divisão para o Módulo II em 2014. Na ocasião, a equipe fez 16 jogos, com nove vitórias, três empates e quatro derrotas.

Bastante à vontade no reencontro com o clube, Pereira chegou a afirmar que se considera em casa, uma vez que a outra passagem foi marcante:

 – “Graças a Deus deu certo, conseguimos o acesso e isso ficou marcado. Hoje a quantidade de pessoas daqui de Muriaé mexendo comigo nas redes sociais é uma coisa muito significante e importante. Eu posso dizer que estou na minha casa” – afirmou o treinador, de 55 anos.

O técnico esteve em Muriaé para acertar os últimos detalhes com a diretoria e ser apresentado. Ainda nesta terça-feira ele retorna para Lagoa Santa, onde reside. Ainda está sendo definida a programação para a apresentação definitiva já com os jogadores, mas Pereira afirmou que já vinha fazendo um trabalho de observação de jogadores e que vai aprofundar as análises ainda mais a partir de agora.

Paralelamente a isso, o NAC vai fazer um período de observação dos jogadores de Muriaé e região a fim de captar atletas para vestirem a camisa do clube no Módulo II. Para isso, o clube vai contratar uma pessoa específica para fazer essa análise e a intenção é que depois esse profissional seja integrado à comissão técnica. Durante essa etapa, serão marcados alguns amistosos e Pereira deve vir a Muriaé para observar o desempenho dos jogadores.

Aproveitando a apresentação, o presidente José Geraldo Pimentel entregou a medalha do vice-campeonato da 2ª Divisão em 2014, que ainda não havia sido entregue a Pereira.

CONFIRA ABAIXO A ÍNTEGRA DA ENTREVISTA COLETIVA DO TÉCNICO PEREIRA

“Obrigado pela confiança que está sendo dada a mim. O que eu tenho a dizer é que nós vamos ter que trabalhar muito forte. Todas as equipes querem ser campeãs, querem o acesso, mas afinal de contas as duas equipes que sobem são as que erraram menos, contrataram melhor, foram mais competentes… nós vamos tentar trabalhar em cima dessa perfeição. É o meu perfil, gosto das coisas certas. Estou muito satisfeito pelos contatos que a gente teve, pelas reuniões desde ontem. Me mostraram bastante positivos e isso é importantíssimo. Tem que ter essa ligação entre diretoria, comissão técnica, torcida, jogador…. Enfim, tudo tem que se unir, ninguém ganha nada sozinho. Ninguém tem competência suficiente para fazer as coisas sozinho, é um esporte coletivo e a gente tem que aprender a lidar com o defeito um dos outros, com as qualidades, saber suportar um ao outro. E a gente conseguindo alinha tudo isso, fatalmente vamos conseguir vitórias. Vou trabalhar para isso o tempo inteiro, já vi que o presidente e o Batista (gerente de futebol) são homens equilibrados e que vão me ajudar. Eu não vim aqui carregar uma situação de que eu vim subir o time. Nada disso. Quando nós subimos, tínhamos uma equipe, uma comissão, um diretor de futebol, presidente e todos trabalharam forte, a torcida apoiou tremendamente… Todos tiveram a sua participação. A imprensa me deu até um troféu para nossa comissão e está lá no nosso quarto, meu e do meu filho Lucas, que trabalhou aqui comigo com muita honra.

É o que a gente vai tentar fazer de novo. É impossível? Não é. Futebol é muito dinâmico e a gente tem que ter estratégias. Eu lembro que quando fomos jogar com o Uberaba fora de casa (NR: na verdade foi o CAP Uberlândia), nós fizemos uma reunião e nosso time já estava ficando no limite, estava percebendo que nossa equipe estava cansando no final do campeonato. Nosso time trabalhou muito e só em alto grau. Então a gente teve que arriscar: levei um time reserva para lá, deixei os titulares aqui descansando, porque a viagem é muito grande, para a gente apostar nosso acesso no outro jogo, em casa, com o time descansado. Fomos lá e quase conseguimos ganhar e voltamos para conseguir a vitória aqui, que era o objetivo principal. Mas antes disso, passamos muitas pressões, porque as pessoas começaram a falar que a gente estava entregando o campeonato, o jogo, ir com o time reserva numa etapa dessa… Mas se eu fosse com o time titular, eu ia talvez não ganhar o jogo lá e ia cansar o time. E eu tive que decidir: ou eu fazia o que o torcedor queria ou um trabalho de equipe com inteligência. E graças a Deus deu certo, conseguimos o acesso e isso ficou marcado. Hoje a quantidade de pessoas daqui de Muriaé mexendo comigo nas redes sociais é uma coisa muito significante e importante. Eu posso dizer que estou na minha casa”.

Aprovação maciça da torcida

“Ajuda, com certeza, o apoio vindo da cidade, a confiança. Foi feito um trabalho aqui, que é claro que tivemos erros, mas foi um trabalho com poucos erros e a torcida reconheceu isso. Isso para mim não aumenta a minha responsabilidade, porque ela não vai deixar de existir. A responsabilidade é do mesmo tamanho, treinador trabalha para ganhar. Eu sempre fui jogador de futebol de alto rendimento, de torcidas grandes e de muita cobrança. Então isso já está no meu sangue. Eu quero ganhar competição, se vamos ganhar aí é outro detalhe, mas acho muito importante a gente pensar que podemos ganhar. Entender que seu eu trabalhar forte, eu tenho chance de ganhar. Eu gosto demais desse esporte por causa disso. Independente se a outra equipe é mais forte ou tem jogadores mais caros, mas a gente tem condições de equilibrar o jogo e ganhar. Por exemplo, eu não gosto de jogar fora de casa para poder ir e ver se vai acontecer alguma coisa. Eu gosto de jogar fora com chance, com perspectiva de poder ganhar. Acho muito importante você tentar sempre ganhar em casa e fora também. Eu trabalho assim e tenho certeza que Deus vai me capacitar para fazer esse trabalho e que o nome dEle seja glorificado”.

Estrutura do NAC e o reconhecimento do clube

“Em todos os campeonatos que eu não participei, mas acompanhei, o Nacional sempre é colocado como o time que vai subir, isso que eu sempre ouvi. Sempre está cotado para subir, mas infelizmente ainda não aconteceu. Mas vai acontecer. Hoje não precisa mais divulgar sua praça, já está divulgada. Esse patrimônio do Nacional é algo que quem tem? Dá para contar no dedo e ainda sobra dedo. Está tudo arrumadinho, melhorou da época que eu estive aqui. O clube está em ascensão e vamos continuar melhorando”.

Reencontro com o NAC

“Com certeza os janeiros vão passando e a gente vai adquirindo mais experiência. A idade vai chegando e a gente vai aprendendo um pouquinho mais. Eu não posso falar que sou a mesma pessoa daquela época, a gente tem que ter evoluído alguma coisa. E eu vou tentar colocar aqui tudo que a gente tem aprendido para a gente errar menos…”

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